Minha Casa, Minha Vida chega a 2,7 milhões de unidades contratadas e mira 3 milhões em 2026

Conjuntos habitacionais do Minha Casa Minha Vida

O Minha Casa, Minha Vida (MCMV) alcançou 2,7 milhões de unidades habitacionais contratadas desde 2023, movimentando R$ 424,2 bilhões em financiamentos. O programa já está presente em 95% dos municípios brasileiros, segundo dados apresentados pelo Ministério das Cidades.

A informação foi divulgada pelo secretário nacional de Habitação, Augusto Rabelo, durante evento da Abrainc, em São Paulo. A meta do governo é chegar a 3 milhões de unidades contratadas até o fim de 2026.

FGTS e Orçamento da União sustentam programa

Do total movimentado desde 2023, R$ 369,3 bilhões tiveram origem no FGTS e no Fundo Social do Pré-Sal. Outros R$ 54,8 bilhões foram destinados a empreendimentos financiados por meio de subsídios do Orçamento Geral da União.

No recorte específico das contratações com recursos do FGTS, o programa chegou a 3.405 municípios de todos os 27 estados entre janeiro e setembro de 2026.

Nordeste e Norte ganham espaço

Embora São Paulo lidere o volume de contratações, com 61.770 unidades e R$ 13,7 bilhões em financiamentos, outras cidades fora do eixo tradicional do mercado imobiliário aparecem entre os maiores volumes.

João Pessoa, na Paraíba, registrou 8.708 unidades contratadas, enquanto Rio de Janeiro teve 7.538, Águas Lindas de Goiás chegou a 5.976 e Manaus contabilizou 4.828 unidades.

O movimento indica uma expansão do crédito habitacional para diferentes regiões do país, reduzindo a concentração histórica das contratações no Sudeste.

Programa já entregou 2 milhões de unidades

Além das novas contratações, o governo informa que 2 milhões de unidades habitacionais já foram efetivamente entregues desde 2023, considerando as modalidades financiadas com recursos do FGTS e do orçamento federal.

Também foram retomadas ou tiveram suas pendências solucionadas 74 mil obras, enquanto medidas adotadas pelo programa teriam evitado outras 78,6 mil paralisações.

Cidades menores entram no radar

Uma das estratégias para ampliar a presença do programa é incentivar empreendimentos menores, com aproximadamente 20 a 40 unidades habitacionais por município, especialmente dentro do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS).

Segundo o Ministério das Cidades, esse modelo também pode facilitar a entrada de novas empresas no setor da construção civil.

Subsídios podem reduzir a entrada

Outra frente de expansão é o Minha Casa, Minha Vida Cidades, que permite combinar recursos federais com aportes de estados e municípios.

Em São Paulo, por exemplo, o governo citou a possibilidade de um subsídio federal de até R$ 55 mil ser complementado por até R$ 16 mil do programa Casa Paulista.

A ampliação dos subsídios e de parcerias locais busca reduzir uma das principais barreiras para a compra do primeiro imóvel: o valor da entrada.

MCMV mantém peso estratégico para o mercado imobiliário

O avanço para 2,7 milhões de contratos confirma a importância do Minha Casa, Minha Vida para o mercado imobiliário brasileiro, especialmente nos segmentos de entrada e média renda.

Para incorporadoras e construtoras, a força do programa representa demanda, financiamento e previsibilidade para novos empreendimentos. Para os compradores, amplia o acesso ao crédito e às condições subsidiadas para conquistar a casa própria.

Com a meta de 3 milhões de unidades ainda em 2026, o programa deve continuar sendo um dos principais motores da habitação e da construção civil no país.

Leia também