O setor habitacional brasileiro terá R$ 144,5 bilhões em recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 2027. O orçamento foi aprovado pelo Conselho Curador do Fundo e mantém o mesmo valor previsto para 2026.
A maior parte dos recursos será destinada ao financiamento habitacional, com destaque para o programa Minha Casa, Minha Vida, que atende famílias de diferentes faixas de renda.
Do total previsto para habitação, R$ 125,5 bilhões serão direcionados às famílias de baixa renda e R$ 15 bilhões à classe média, dentro do Minha Casa, Minha Vida. Outros R$ 4 bilhões serão destinados à linha Pró-Cotista, que oferece condições especiais de juros para trabalhadores com conta vinculada ao FGTS.
O orçamento também prevê R$ 13 bilhões em subsídios para famílias de baixa renda, destinados a facilitar o acesso à moradia.
Minha Casa, Minha Vida mantém protagonismo
A distribuição dos recursos reforça a importância do Minha Casa, Minha Vida na política habitacional brasileira. Os financiamentos e subsídios ajudam a reduzir as barreiras de entrada para famílias que encontram dificuldades para adquirir um imóvel por meio das linhas tradicionais de crédito.
Para o mercado imobiliário, a manutenção do orçamento representa uma perspectiva de continuidade na oferta de financiamento, especialmente nos empreendimentos voltados ao público de menor renda.
FGTS também financia infraestrutura
Além da habitação, o orçamento total do FGTS para 2027 prevê R$ 8 bilhões para saneamento básico, R$ 8 bilhões para infraestrutura urbana e R$ 8,5 bilhões para saúde.
A manutenção dos investimentos habitacionais será importante para sustentar a construção de novos empreendimentos e ampliar as possibilidades de acesso à casa própria.
Fonte: Agência Brasil, com informações do Conselho Curador do FGTS, em 29 de outubro de 2026.