Do aço à memória de Porto Alegre

Fundada na década de 1930, a Zivi-Hércules transformou a região no coração da cutelaria brasileira. Durante a maior parte do século XX, o complexo industrial produziu tesouras, alicates, talheres e facas que abasteceram o mercado nacional e foram exportados para dezenas de países. O apito da fábrica e o fluxo contínuo de operários ajudaram a moldar a identidade urbana, o comércio e a vida comunitária do bairro Passo d’Areia e do entorno da Sertório. Com as mudanças econômicas e a transferência gradual das operações industriais nas últimas décadas, o imponente complexo deixou de produzir aço, mas permaneceu como um marco na paisagem da cidade. A grande virada: O Parque do Arvoredo O encerramento do ciclo industrial abriu espaço para um dos movimentos mais desejados no urbanismo moderno: a requalificação de áreas brownfield (terrenos urbanos subutilizados e com histórico industrial). A transformação do antigo terreno da Zivi-Hércules no Parque do Arvoredo representa essa mudança de vocação: A força da localização estratégica A decisão de transformar a antiga área da Zivi-Hércules em um complexo residencial e ambiental não aconteceu por acaso. A localização oferece conexão rápida às principais vias da capital: O Parque do Arvoredo demonstra como o mercado imobiliário de Porto Alegre consegue preservar o valor histórico de uma região enquanto projeta o futuro urbano — trocando as chaminés do passado por áreas verdes, convivência e novos lares. (Redação ImobPress | Fotos: Divulgação)

Avenida Sertório: uma via que se reinventou ao longo do tempo

Conhecer a história por trás do nome das ruas e avenidas é essencial para entender como as cidades se transformam e onde surgem as melhores oportunidades de investimento. Hoje, a ImobPress conta a trajetória de um dos eixos mais importantes da Zona Norte de Porto Alegre: a Avenida Sertório — uma via que se reinventou ao longo do tempo e hoje impulsiona grandes transformações urbanas, como o Parque do Arvoredo. Do barro da Várzea do Gravataí ao progresso urbano No século XIX, a região onde hoje passa a Sertório era muito diferente do cenário dinâmico que vemos atualmente. Conhecida como Várzea do Gravataí, a área consistia em um terreno alagadiço e de difícil transito. A história da via começou a mudar em 1870, quando proprietários de terras — entre eles a fazendeira Margarida Teixeira de Paiva — doaram terrenos à Câmara Municipal para criar uma ligação entre o Caminho Novo (atual Rua Voluntários da Pátria) e a Estrada de Gravataí. Foram necessários anos de aterros e obras para superar as cheias do rio e consolidar a avenida. Afinal, quem foi Sertório? O nome homenageia João Sertório Júnior, jurista e político do Brasil Imperial. Nascido em Santos (SP), ele foi presidente da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul entre 1881 e 1882 e recebeu o título de Barão de Sertório de Dom Pedro II em 1888. De polo industrial a novo vetor residencial: A transformação no Parque do Arvoredo Ao longo do século XX, a Sertório se consolidou como uma artéria vital de conexão logística e comercial com a BR-116, a Freeway e o Aeroporto Salgado Filho. Contudo, a avenida vive hoje um marcante ciclo de reuso e valorização imobiliária. Um dos maiores exemplos dessa nova fase é a área do Parque do Arvoredo. Onde por décadas funcionou o complexo industrial da fábrica Zivi-Hércules (fundada em 1931 e símbolo da cutelaria no Brasil), surge um expressivo projeto de renovação urbana. O terreno de mais de 22 mil metros quadrados está dando lugar a um grande parque linear e a empreendimentos residenciais como o Open Bosque, conectando o legado histórico da região ao conceito de walkability, áreas verdes e acesso rápido tanto à Avenida Sertório quanto à Avenida Assis Brasil. A Avenida Sertório, que nasceu para vencer o barro do século XIX e depois virou motor industrial da capital, se firma agora como um dos eixos residenciais e comerciais mais estratégicos para quem busca investir no futuro da Zona Norte. (Redação ImobPress | Fotos: Divulgação)